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quinta-feira, 12 de junho de 2014

27/08/2013 - VIDEOCONFERÊNCIA COM JÚLIO GROPPA AQUINO (USP) E ORIENTAÇÃO TÉCNICA


PAUTA DA ORIENTAÇÃO TÉCNICA: GR – FORMAÇÃO DE PROFESSORES COORDENADORES DE APOIO AO GESTOR

– 2º ENCONTRO – 27/08/2013




09H00 ÀS 13H00 - VC - “A AUTORIDADE DOCENTE E AS INTERROGAÇÕES DO PRESENTE DEMOCRÁTICO” (JÚLIO GROPPA)

13H00 ÀS 14H00: ALMOÇO

14H00 ÀS 14H05: ACOLHIMENTO
14H05 ÀS 15H00: SOCIALIZAÇÃO DA VC - “A AUTORIDADE DOCENTE E AS INTERROGAÇÕES DO PRESENTE DEMOCRÁTICO” (JÚLIO  GROPPA)

15H00 ÀS 15H30: DEVOLUTIVA DA TAREFA DA ÚLTIMA REUNIÃO
15H30 ÀS 16H00: DEMANDA DE FORMAÇÃO DOS PCAGP

16H00 ÀS 17H00: SARESP NAS U.E.


Foto by Prof. Luís Fernando - Supervisor de Ensino - D.E. - Jaboticabal-SP.
A primeira parte da reunião foi destinada à exibição da Videoconferência "O Ato de Educar: Implicações
no Cotidiano Escolar" (Julio Groppa Aquino - Faculdade de Educação da USP) e, na sequência, foi aberto um espaço para discutirmos a respeito:

Para assistir à videoconferência, acesse o link: "O Ato de Educar: Implicações no Cotidiano Escolar”


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Ao término da O.T. (Orientação Técnica) realizada em 14 de junho de 2013, foi solicitado aos Professores Coordenadores de Apoio à Gestão Pedagógica (PCAGPs) que fizessem um trabalho sobre o texto de Madalena Freire, o qual deveria ser postado no Grupo de Referência - G.R.  (Facebook). O referido trabalho consistia em fazer uma leitura do texto “O nascimento de um sensível olhar pensante” Sobre o Ato de Estudar - Refletir Madalena Freire Welfort, enfocando como o mesmo colabora com a função e a realização do trabalho do PCAGP e, além disso, traçar um paralelo com o projeto apresentado quando da entrevista para designação à função.

Transcrevo abaixo, na íntegra, o trabalho postado:

TRABALHO REFERENTE À ORIENTAÇÃO TÉCNICA (O.T.) REALIZADA NO DIA 14/06/2013, NA DIRETORIA DE ENSINO – REGIÃO DE JABOTICABAL – SP.
Silvana Maria Moreli
EE do Jardim Souza Lima – Bebedouro – SP.

Uma das ações propostas durante a O.T. supracitada foi a de, à luz do que fora exposto, refletirmos sobre o Projeto de Trabalho apresentado por nós como parte do processo de seleção para a função de PCAGP (Professor Coordenador de Apoio à Gestão Pedagógica) nas escolas e, além disso, que discorrêssemos, de forma crítica, sobre a sua composição. Dentre os pontos fortes apresentados no meu projeto, o qual teve como documento norteador a Resolução SE nº 03/2013, de 19/01/2013 (parte integrante do Edital divulgado pela Diretoria de Ensino – Jaboticabal – SP.), destacam-se:

1.)    “Realizar (em parceria com os professores coordenadores de cada segmento) e junto ao grupo docente, “pactos de gestão”, estimulando-os a transpor para a sala de aula a mesma dinâmica. Dessa forma, é importante aperfeiçoar o espaço de aprendizagem coletiva, incentivando nos professores as trocas de experiências, capacitações, trabalhos interdisciplinares, desenvolvimentos de competências/habilidades etc.”.

2.)    “Criação de quadro de acompanhamento do trabalho com o Currículo do Estado de São Paulo executado nas salas de aula, bem como o acompanhamento sistemático por meio de avaliações diagnósticas do desempenho de cada turma (processos avaliativos internos e externos), visando apoiar, subsidiar e criar estratégias de aperfeiçoamento do trabalho do grupo docente”.

3.)    “Efetuar, junto à direção e aos professores coordenadores de cada segmento, a formação destes, para o acompanhamento (e auxílio) do trabalho dos professores, para manter o foco da escola na efetiva aprendizagem dos alunos.”

Dentre as fragilidades do referido projeto, pode-se citar a questão da sua aplicabilidade, a qual fica comprometida se levarmos em consideração a dinâmica da escola, que visa tempo, planejamento, formação, integração, comprometimento de todos os envolvidos, responsabilidade, organização etc., sem contar, ainda, com o fato de que se deve antever os imprevistos que surgem cotidianamente.

Com base nos textos utilizados durante a O.T. realizada no dia 14/06/2013, que nos remetem à temática do “olhar”, foi possível perceber que há uma ligação entre a  referida temática e a função do PCAGP. Dentre as atribuições vinculadas à função em questão, encontram-se o olhar e o observar: um olhar atento (sem fiscalizar – apenas ver e escutar) e aprender a construir um “olhar sensível e pensante”. Segundo Madalena Freire Weffort, “a ação de olhar e escutar é um sair de si para ver o outro e a realidade segundo seus próprios pontos de vista, segundo sua história”. A partir do momento que eu “saio de mim”, eu abandono alguns “pré-conceitos”; eu consigo me abrir para novas perspectivas, novas ideias, novos saberes e, dessa forma, amplio o meu ângulo de visão.

A partir da observação torna-se necessária concretizá-la por meio dos registros. Segundo Madalena Freire Weffort, “Mediados pelo registro deixamos nossa marca no mundo. Por meio da escrita, materializamos, damos concretude ao pensamento e proporcionamos condições de se voltar ao passado enquanto se constrói a marca do presente”.

Tomando-se como parâmetro as funções do PCAGP se faz necessário o registro das ações, das observações, do planejamento, da formação dos PCs e dos docentes, da avaliação, do feedback e do trabalho de modo geral, haja vista que os registros nos levam à reflexão. Vygotsky constata que “O que diferencia o homem do animal é o exercício do registro da memória humana” e, conforme Madalena Freire Weffort, “Mediados por nossos registros, reflexões, tecemos o processo de apropriação de nossa história, a nível individual e coletivo”.

O ato de estudar-refletir deve fazer parte da prática do PCAGP, visto que tal atitude remete à construção do conhecimento e este deve ser estendido aos PCs que por sua vez, devem ser multiplicadores junto ao corpo docente. Segundo Madalena Freire Weffort, “O ato de refletir é libertador porque instrumentaliza o educador no que ele tem de mais vital: o pensar”. Logo, para Fátima Camargo “o homem pensa, reflete sobre sua ação para construir sua consciência (...) e planeja o seu fazer visando fins específicos. (...) Para isto cria a linguagem e a utiliza”.

“Chega mais perto e contempla as palavras,
Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra
e te pergunta, sem interesse pela resposta,
pobre e terrível, que lhe deres:
Trouxeste a chave?” (Carlos Drummond de Andrade)

Portanto, fica evidente que o papel do PCAGP engloba, de forma cíclica, a observação, o registro e a reflexão-ação-avaliação. Não obstante, vale lembrar que tal ciclo não se encerra em si, não é estanque: parte do olhar que observa, passa pelo registro que leva à reflexão e desta para a ação e avaliação e, novamente, retornamos ao ponto de partida...

“(...) o importante é que a reflexão seja um instrumento dinamizador entre prática e teoria. Porém, não basta pensar, refletir, o crucial é fazer com que a reflexão nos conduza à ação transformadora, que comprometa-nos com nossos desejos, nossas opções, nossa história”. (Madalena Freire Weffort)
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Devolutiva do trabalho mencionado anteriormente:



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Segue abaixo, texto do Prof. Dr. Júlio Groppa Aquino, que nos foi entregue durante a reunião:

A autoridade docente e as interrogações do presente democrático

Julio Groppa Aquino
Faculdade de Educação da USP
  
Numa obra de 1935 e publicada no Brasil quase três décadas mais tarde sob o título Disciplina preventiva, Louis Ribolet propõe-se a tecer um arrazoado sobre as bases da autoridade docente. Nela, o pedagogo francês, professor de filosofia e autor de obras de vulto à sua época, traz à baila um conjunto de critérios balizadores para aqueles que pretendessem se devotar ao ensino.

O que dá autoridade, não são os anos, nem a elegância do porte, nem o tom e o timbre da voz, nem as ameaças, nem até os castigos; é antes e principalmente a disposição inalterável de bom humor, a decisão inabalável e mansa, um modo de agir impregnado de bom-senso e criterioso, afastado de caprichos e violências (1961, p.29).
           
Como se pode atestar, a primazia de atributos como bom humor, concórdia, discernimento e, sobretudo, rejeição ao emprego de expedientes punitivos, revela-se surpreendente, levando-se em conta o nexo marcadamente disciplinarizante do ensino de então, muitas vezes entrecortado pela prática de castigos físicos.
Imbuído pelos ventos reformistas das primeiras décadas do século passado, Riboulet aponta duas dimensões complementares, porém distintas, de uma tão necessária quanto suficiente ascendência do mestre sobre seus alunos: a autoridade-função e a autoridade moral, sendo a primeira um privilégio adquirido, e a segunda, uma missão. No entanto, “vai, entre as duas, profunda diferença. Abismal. A primeira é apanágio do mestre. [...] Será preciso juntar-lhe a autoridade moral, que se adquire pouco a pouco, ao passo que se vai consolidando o prestígio do mestre” (p.30).
Mas por que a primeira dimensão, sozinha, não bastaria ao intento pedagógico? A resposta é-lhe óbvia: “O menino é finório[1], ladino. Primeiro, quer experimentar as reações do novo mestre. Usa infinidade de artes e tramóias, para ver se consegue implantar a desordem. Triunfar. A autoridade-função, portanto, não basta” (p.30). E será, a seu ver, apenas o prestígio do professor que poderá fazer frente às veleidades de rebeldia dos alunos.
Em seguida, apresenta um conjunto de conselhos práticos para os professores, tendo em vista o corolário segundo o qual “com a autoridade, impera a ordem; com a autoridade, aparece a estima, o respeito, a obediência; e fica possível a educação” (p.28). O que se vê aí despontar é uma atenção expressamente preventiva aos contratempos disciplinares que assombrarão, de um modo ou de outro, o ofício docente. Tratar-se-á, então, de se antecipar à sua ocorrência, aplacando-os, quiçá extirpando-os.
Retomemos as prescrições de Riboulet, na íntegra. 

1.    Logo em vosso contato inicial com os meninos, apresentai-vos afoutos[2], e às tentativas dêles contra a ordem, respondei firmemente sem ira nem fraqueza.
2.    Não gasteis muito tempo para elaborardes uma resolução: mandai decididamente, de modo calmo, claro, preciso, como quem sabe perfeitamente o que deseja e quer. Não apareçais jamais feito mendigos que esmolam favores da docilidade, do respeito, da obediência; vossa vontade é que se deve impor à vontade do menino;
3.    Não vos amedronteis com dificuldades que deparardes no começo; pensai que não são insuperáveis, que breve as debelareis. Olhai para a frente, atirai-vos às ondas, que haveis de nadar. E fato averiguado pela experiência: aos valentes atilados[3] ocorre a inspiração adequada exatamente na hora de agir.
4.    A posição social do menino não é igual à vossa: não procureis viver com êle como se fôsse colega vosso; houvéreis de sofrer prejuízos. Sempre observai as praxes.
5.    Concebei idéias corretas quanto à autoridade. Ela serve para o proveito dos subordinados: o vinhateiro[4] ou o floricultor usando da tesoura de podar, machuca a planta, e é para maior benefício e rendimento dela. Tendes em mãos a autoridade, não será para mutilar senão para adestrar e para enriquecer a personalidade do menino.
6.    Não pretendais granjear já e já as simpatias; não ambicioneis popularidade fácil e rápida, fazendo desde logo concessões excessivas: ficaríeis logrados depois.
7.    Usai de vossos direitos: nos vos oculteis na penumbra. Não tolereis as fantasias do menino; quanto mais satisfações se lhe propinam[5], tanto mais exigências novas apresenta. Uma fraqueza, ainda que mínima, acarretaria desordem; a menor longanimidade[6] inoportuna redundaria lesiva à vossa autoridade. O menino acata os fortes e despreza os pusilânimes[7].
8.    Preservai vossa autoridade de qualquer ofensa; não deixeis impune, nunca, algum ato vergonhoso: mentira, murmuração ou maledicência, calúnia, irregularidade de nenhum quilate; além disso, evitai os têrmos da gíria ou muito jocosos: manchariam vossa boa fama. Quando tiverdes de infligir algum castigo, fazei-o sem melindre dos briso do aluno, pois o que intentais neste tratamento cirúrgico é obra de salvação.
9.    Exigir, por parte dos alunos, as devidas fórmulas e usanças[8] da cortesia; usai, vós mesmos, tôdas as maneiras polidas e deferências para com eles; fugi de familiaridades exageradas; não os tratei por “tu”; o mestre que o fizer, “não demorará sem que seja pago na mesma moeda”.
10.          Muito cuidado com vossas atitudes. Ajudam bastante as exterioridades: o traje correto e sempre asseado realça a dignidade. Maneiras comedidas e distintas, porém sem afetação agradam bastante: simbolizam o respeito e incitam os alunos à imitação (p.31-32).
      
As providências de Riboulet não deixam dúvida quanto ao substrato de força – e, vale frisar, em dupla mão – que não apenas entrecortaria a relação pedagógica, mas que lhe seria constitutivo. Encarnar o papel docente com bravura, diligência e segurança de espírito seria, assim, condição sine qua non para o êxito da empreitada. Note-se, porém, que nenhum dos conselhos do pedagogo dirige-se ao âmbito propriamente epistêmico.
Em 2003, Philippe Perrenoud, uma das figuras mais emblemáticas do cenário pedagógico globalizado, organizou um compêndio – publicado dois anos mais tarde no Brasil – intitulado A escola de A a Z: 26 maneiras de repensar a educação. O verbete autoridade, que inaugura o livro, é assinado por Oliver Maulini. Nele, o professor da Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação de Genebra formula uma definição na qual persistem semelhanças e irrompem diferenças em relação àquelas de Riboulet.

Os pesquisadores que os interrogam [os alunos] mostram, por exemplo, que o “bom professor”, para eles, é um professor que sabe “ensinar bem”, “explicar bem”, “fazer com que se compreenda bem”, em suma, um professor competente. Um professor “legal” e “disponível” também. Mas é principalmente um professor “exigente e imparcial”, um professor que exerça uma “autoridade justa”, sem “abusar de seu poder”. O bom professor, em resumo, é compreensível e compreensivo, não renuncia a suas responsabilidades, exerce sua autoridade, mas não abusa dela. Porque ele assume plenamente essa autoridade, os alunos autorizam-se a aprender, não se submetem à sua onipotência, mas progridem para substituí-lo um dia (PERRENOUD, 2005, p.22).

Se subscrevêssemos a perspectiva acima, eivada por matizes finalistas, restar-nos-ia apenas admitir que qualquer esforço de análise do éthos docente na atualidade redundaria em algo supérfluo, mediante o inabalável consenso acerca da conduta de um professor, segundo o qual sua autoridade residiria numa espécie de circularidade voluntarista: se ensinar bem, sem abusos e com responsabilidade, passará a ser detentor de prestígio com seus alunos; se não, estes renunciarão a seu papel, desautorizando-se a obedecê-lo e, portanto, desobrigando-se de aprender. Bastaria, portanto, desempenhar seu papel de modo competente para angariar a aquiescência do alunado, evitando-se, com isso, que a engrenagem pedagógica conhecesse sobressaltos, descontinuidades.
Prossegue o teórico belga, acrescentando um novo e decisivo fator à equação da autoridade: trata-se de uma relação de poder que, agora, visando à emancipação do alunado, deve ser constantemente legitimada por este. Para que venham a ser autorizadas, as ações docentes deverão contar com uma participação ativa do outro. Em outros termos, a autoridade de um professor deveria ser secundada por um modo de agir expressamente democrático/democratizante. 

Um poder legítimo, em democracia, é um poder negociado, discutido, institucionalizado. Não é o poder do mais forte ou do mais esperto, mas o poder de uma pessoa “autorizada” a exercer a autoridade. [...] As regras fixadas, se quiserem “impor-se”, devem ser conhecidas e reconhecidas por todos. Devem ser justas e justificáveis. Não devem repousar sobre o poder discricionário de cada adulto, mas sobre uma política ajustada, única garantia de um mínimo de objetividade. Não devem ser negociadas com os alunos, mas devem instaurar espaços de liberdade, de responsabilidade e de debate, espaços que auxiliem e que obriguem, ao mesmo tempo, a deixar o face a face assumindo a proibição da lei: identificar e mostrar conflitos, buscar soluções para resolvê-los, inventar regras e novas instituições, avaliar e criticar seu impacto, em suma, preparar, exercendo-o, o “patriotismo constitucional” de que fala Habermas. Essa ética democrática é exatamente o contrário de uma “demissão” dos professores. Ela requer mais exigência, mais cooperação, mais competências e mais saberes. Mais autoridade, em suma (p.22).

Alinhada a tal diapasão discursivo, a maior parte das discussões contemporâneas acerca da temática da autoridade no meio educacional, quer nos parecer, valer-se-ão de um recurso argumentativo de acordo com a qual serão democráticas as iniciativas em que os alunos, antes meros receptáculos da intervenção docente, passarem a ser igualmente responsáveis pela tessitura da ambiência normativa das salas de aula.
Tal perspectiva terá na figura emblemática de Paulo Freire, talvez, sua expressão plena. Numa entrevista concedida no final da década de 1980 (D´ANTOLA, 1989), o eminente educador deixa claro seu ponto de vista sobre a questão. Para ele, não se trataria de disciplinar os alunos, mas de agir de modo tal a que eles próprios se autodisciplinassem, o que exigiria uma forte crença da parte deles na palavra e no testemunho das figuras de autoridade com as quais travam contato em sua lida diária: pais e professores. Para tanto, dois expedientes, situados em extremidades opostas da cultura, deveriam ser combatidos: o autoritarismo e a licenciosidade.

No caso brasileiro, hoje, para falar só no Brasil, um dos problemas que a gente tem é essa confusão que é a cultura machista, que é a cultura autoritária. O brasileiro é tradicionalmente autoritário. É incrível a confusão entre autoritarismo e expressão viva da autoridade. É preciso separar esse “traço” e criticar, dizer não. A autoridade é necessária como a liberdade. É preciso deixar de aceitar de um lado o autoritarismo e, do outro, a licenciosidade. Porque na licenciosidade tu também não tens a liberdade, tu tens anarquia (p.5).

Crivado, de um lado, pela memória de um passado opressivo e, do outro, pelo fantasma de um futuro em desgoverno, o presente escolar, não obstante frequentemente reputado como defasado ou mesmo incompatível em relação às demandas do mundo democrático, teria a missão precípua de, paradoxalmente, representar uma antecâmara desse mesmo mundo. Por meio do emprego de um tipo de autoridade não arbitrária, caberia aos docentes forjar um tipo renovado de ordenação das regras e convenções escolares, agora não mais impostas de modo heteronômico – não mais opressivas ou autoritárias –, mas consoantes a um agir inclusivo, equitativo, justo enfim; sempre com vistas ao despertar de uma consciência crítica, desmistificadora e emancipatória dos atores sociais envolvidos. Daí a conclamação inconteste de uma humanização temperante das relações entre seus protagonistas.
Caber-nos-ia, entretanto, indagar: teríamos encontrado, na exortação de um princípio de ação dito democrático, a pedra filosofal de todo o trabalho educativo? Residiria aí o equacionamento – não menos vago do que ambicioso – de todas as suspeitas que fustigam as existências docentes, quando do endereçamento às novas gerações?
Ora, mais do que um truísmo de época, a unanimidade retórica em torno de ações educativas partilhadas, cooperativas, dialógicas etc. finda por se converter num imperativo politicamente correto, mas empiricamente neutro, sobretudo quando entram em cena as intrincadas injunções da instituição escolar na atualidade.
Segundo os próprios agentes escolares, o exercício factível de sua autoridade profissional, na contramão de qualquer traço de idealização, encontrar-se-ia sob constante ameaça e, em alguns casos, ruína, já que sua lida seria atravessada por um sem-número de chamamentos de diferentes ordens, muitas vezes tidos como sobrecarga ou empecilho em relação às suas atribuições ordinárias, antes circunscritas ao bem ensinar; chamamentos oriundos exatamente dos ditames da contemporaneidade democrática – seja no que se refere à difícil delimitação das fronteiras da ação pedagógica (o que ensinar?), seja no viés do pluralismo participativo de seus ocupantes (como ensinar?).
No primeiro caso, partindo da premissa de que a escola republicana erigiu-se política e historicamente como uma espécie de fiel depositário e, ao mesmo tempo, polo irradiador de uma cultura comum a que todos os cidadãos teriam direito, o sociólogo François Dubet (2008) apresenta uma longa lista de questões à espera de resposta, desvelando as ambiguidades constitutivas do projeto de formação escolar – em larga medida, análogas ao caso brasileiro – que, queiramos ou não, o presente democrático mostra-se longe de ser capaz de equacionar.

O que deve saber e saber-fazer o mais desprovido dos alunos a fim de que a escola, no que concerne à sua responsabilidade, lhe possibilitasse levar uma vida considerada boa? Aqui a questão do justo desaparece diante da do bem. O que deve saber um cidadão hoje? Quais são as capacidades de base (ler, escrever, contar...), os conhecimentos gerais e as competências cognitivas indispensáveis para enfrentar o mundo e continuar a sua formação? Como definir o civismo e o sentimento de pertencimento a uma comunidade nacional e européia? Que competências práticas deve possuir não importa que aluno egresso da escola? A informática e o direito fazem parte disso, como a capacidade de falar em público? Que língua(s) estrangeira(s) se deve conhecer? Que valores comuns e que capacidades críticas deve adquirir cada aluno se não se quer deixar para a TF1 e para a M6 [canais da televisão francesa] a formação de cidadãos, e quando se sabe que o sentimento de “competência política” está ligado ao nível de instrução? (p.80)

No segundo caso, uma situação concreta exemplar é oferecida por Anne Barrere e Danilo Martucelli (2001), no que se refere às formas da narratividade em circulação nos meios escolares: de um lado, a transmissão dos saberes canônicos, apoiada na cultura escrita e ditada unicamente pelo professor; do outro, o universo da comunicação interpessoal dos alunos e sua trivialidade característica, condicionadas, ambas, por aparatos visuais/orais e pela troca igualitária e volátil entre os pares.
Se antes a autoridade de um professor era sustentada, bem ou mal, por comandos compulsórios de obediência e de respeito, a reboque de uma estratificação discursiva verticalizada, agora o advento de práticas comunicacionais simétricas, ao lhes conferir igual direito à palavra, teria operado consequências irreversíveis sobre o diagrama das trocas entre os parceiros escolares. 

A começar pelas modificações que acarretam na relação com a autoridade, que se torna, antes mesmo de qualquer discussão acerca de sua legitimidade ou da legitimidade das normas, uma questão de reciprocidade relacional. Os alunos exigem respeitos horizontais. Para eles, a relação pedagógica correta tem uma natureza igualitária e supõe um respeito mútuo e um equilíbrio dos sentimentos. A maioria dos alunos não contesta os alicerces da autoridade, mas pede um tratamento recíproco, exigência incontornável, anterior ao universo de comunicação em que estão imersos (p.269-270).

Temos aí uma significativa exemplificação do impacto dos modos de vida contemporâneos sobre o modus faciendi escolar, redundando num tipo de autoridade de seus agentes construída – para o horror de Riboulet, pode-se deduzir – não mais pela fidelidade diligente a uma narratividade onisciente e onipotente, mas a partir de jogos de reciprocidade dialógica difusos, horizontalizados e policêntricos, a tal ponto que “a relação pedagógica não seja exclusivamente fundada na oposição entre quem sabe e quem ignora, mas que possa contemplar a reversibilidade dos papéis educativos. Ou seja, os professores precisam aprender a aprender com os alunos” (CANÁRIO, 2006, p.23).
Sinais dos novos tempos? Evidências de um presumível progresso civilizatório? Conquistas democráticas irreversíveis?
Não se poderia dizer tanto. Bem menos entusiastas são Pierre Bourdieu e Patrick Champagne (BOURDIEU, 1997), ao apontarem as contradições inerentes à escolarização de massa como prática social aberta a todos e, ao mesmo tempo, reservada a poucos; prática que lograria “[...] a façanha de reunir as aparências da ‘democratização’ e a realidade da reprodução, que se realiza num grau superior de dissimulação, e por isso com um efeito maior ainda de legimitimação social” (p.485).
Para eles, a experiência sistemática de fracasso dos alunos oriundos de famílias pobres teria sido responsável por reações múltiplas de resistência à institucionalização escolar, gerando não apenas desqualificação da autoridade docente, mas também a produção de uma imagem de si “duramente arranhada ou mutilada” (p.484) por parte do alunado, condenado a oscilar entre “a submissão ansiosa e a revolta impotente” (p.485). Trata-se aqui, precisamente, dos excluídos do interior escolar.

Acabou o tempo das pastas de couro, dos uniformes austeros, do respeito aos professores – todos sinais externos da adesão, que os filhos das famílias populares sentiam em relação à instituição escolar, e que hoje se transformou numa relação mais distante: a resignação sem ilusão, mascarada em indiferença impertinente, é evidente na pobreza exibida do equipamento escolar, a tira elástica para segurar os cadernos, as canetas descartáveis que substituem a pena e a caneta-tinteiro, nos sinais de provocação em relação ao professor, como o walkman levado até a classe, ou as roupas, cada vez mais folgadas, com mensagens estampadas, como o nome de grupos de rock, que querem lembrar, dentro da própria Escola, que a vida verdadeira está fora daí (p.485-486).

Crítica igualmente inclemente é aquela tecida pelo crítico literário e filósofo George Steiner (2005). Numa das obras, a nosso ver, mais impactantes sobre o ofício docente – Lições dos mestres –, ele assim reputa o ensino oferecido às novas gerações: 

Milhões de pessoas tiveram e têm suas experiências da matemática, da poesia, do pensamento lógico aniquiladas por um ensino assassino, pela mediocridade talvez subconscientemente vingativa de pedagogos frustrados. [...] A maioria daqueles a quem confiamos nossos filhos na escola secundária, daqueles em quem procuramos orientação e exemplo na universidade, são, em maior ou menor intensidade, gentis coveiros. Esforçam-se por reduzir o interesse de seus alunos a seus próprios níveis de tédio e indiferença (p.31-32).

As incisivas análises de Bourdieu/Champagne e Steiner obrigam-nos, enfim, a indagar: qual a razão de ser do coro onipresente de que as escolas se consagrem como epicentros da vida democrática, o celeiro do futuro, o berço de uma sociedade mais esclarecida, mais justa e, por fim, mais humana? Dito de outro modo, a que se presta a defesa de uma escola sempre fulgurante, embora de todo ausente?
Uma resposta factível a tais questões é oferecida por José Mário Pires Azanha. Expoente da filosofia da educação brasileira, Azanha, já na década de 1970, dedicou-se a analisar os dilemas da democratização escolar, alertando sobre a migração indiscriminada da ideia de democracia (oriunda do domínio das instituições políticas) aos modos de organização pedagógico-burocrática, o que findaria por gerar distorções quanto aos propósitos nucleares da educação formal.
Para tanto, propõe um discernimento radical entre duas apropriações possíveis da noção de democracia nas escolas: como extensão de oportunidades a todos (por meio do acesso à produção cultural e aos códigos dominantes do mundo adulto), ou como expressão da liberdade do educando (por meio do exercício da autonomia infantil/juvenil, resistente, por sua vez, à coerção do mundo adulto).
Segundo ele, supor a democracia escolar como vivência do arbítrio individual de seus protagonistas redundaria num faz-de-conta pedagógico, na expressão do autor. Não se poderia, portanto, encarar termos como liberdade e igualdade como atributos individuais, mas como fatos do mundo político, já que a democracia se forja num espaço público de participação social, nunca no plano do livre arbítrio individual. Por isso, Azanha denuncia o simulacro pedagógico aí embutido, já que “o jogo de forças e de interesses que move a vida política é irreproduzível no âmbito da escola” (1987, p.40).
Mais ainda: quando as crianças são “deixadas a si mesmas, não se elimina a autoridade, apenas se substitui a sua fonte e sua força” (p.57), o que as levaria a se sujeitarem à tirania da maioria – o oposto do modo de vida democrático, portanto. Paradoxalmente, essa espécie de jogo de faz-de-conta poderia acarretar um efeito de esvaziamento do primado político quando subjugado pelo exercício das vontades individuais.
Azanha é taxativo: não se pode conceber uma sociedade democrática como mera reunião de homens livres formados por escolas democráticas; menos ainda que ela seja reflexo imediato dos indivíduos que a compõem. “Democracia se refere a uma situação política, social e econômica que não se concretiza pela simples associação de indivíduos democráticos” (p.38). Daí que a noção de democracia escolar, assim como entendida na maioria das vezes, acabaria figurando como uma reprodução quase caricatural dos mecanismos preexistentes no âmbito político, em especial daquelas práticas de ordenamento legislativo e judiciário da sociedade. Cada escola tornar-se-ia, assim, uma espécie de cidadela-Estado, segundo o autor. 
Seria preciso, pois, recusar a estratégia de mimetismo dos mecanismos ordenadores da democracia política quando da tomada de decisão no cotidiano escolar, atentando para as naturezas singulares e os planos organizativos necessariamente distintos das instituições políticas e sociais. Caso contrário, o risco imediato é o da desrritualização das rotinas próprias à escola, assim como o do esvaziamento dos papéis e funções de seus protagonistas. Ademais, o conhecimento ofertado findaria por ser eclipsado, deixando de ser encarado como o regulador preponderante das relações escolares.
            É certo que, numa sociedade que se pretenda democrática, não se pode conceber a noção de autoridade docente como algo prévio e imutável, mas como um atributo provisório, oscilante, sempre em construção. Trata-se de caminhos que são construídos e reconstruídos paulatinamente na medida em que professores e alunos se dispõem a fazê-lo por meio de um esforço comum, sem que isso implique erosão dos jogos de forças aí imanentes. Senão, o efeito insidioso é a falência das narrativas escolares, estas necessariamente assimétricas.
            Trocando em miúdos, a árdua e lenta reapropriação do legado cultural pelos mais novos, objeto precípuo do trabalho das gerações mais velhas, é condição sine qua non para a tão almejada emancipação ulterior das novas gerações – algo que principiaria no plano das destrezas escolares e se alastraria, mais tarde, para o domínio da participação na vida pública.
Trata-se, assim, de fomentar entre os alunos uma sólida efervescência intelectual, a qual se transmutaria, mais tarde, na espinha dorsal de certo espírito público. O que importa, pois, é o dever laborioso de ensinar a pensar o presente pelas mãos do passado – único meio de preservação do mundo que nos antecedeu e que nos sucederá.
Em suma, educar para a democracia significaria menos continência aos difusos impulsos infantis/juvenis, e mais lapidação intelectual dos mais novos para a admissão no mundo dos feitos humanos e sua complexidade característica.      

Referências

AZANHA, José Mário Pires. Educação: alguns escritos. São Paulo: Ed. Nacional, 1987.
BARRERE, Anne; MARTUCCELLI, Danilo. A escola entre a agonia moral e a renovação ética. Educação & Sociedade, ano XXII, n.76, p.258-277, out. 2001.
BOURDIEU, Pierre. (Coord.). A miséria do mundo. Petrópolis: Vozes, 1997.
CANÁRIO, Rui. A escola tem futuro? Das promessas às incertezas. Porto Alegre: Artmed, 2006.
D’ANTOLA, Arlette. (Org.). Disciplina na escola: autoridade versus autoritarismo. São Paulo: EPU, 1989.
DUBET, François. O que é uma escola justa? A escola das oportunidades. São Paulo: Cortez, 2008.
PERRENOUD, Philippe et al. A escola de A a Z: 26 maneiras de repensar a educação. Porto Alegre: Artmed, 2005.
RIBOULET, Louis. Disciplina preventiva. São Paulo: Editora do Brasil, 1961.
STEINER, George. Lições dos mestres. Rio de Janeiro: Record, 2005. 


[1] Aquele que, aparentando ingenuidade, se vale de astúcia enganosa; espertalhão.
[2] Afoitos; que têm coragem, ousadia; destemido.
[3] Cumpridores das obrigações; escrupulosos, esmerados.
[4] Fabricante de vinho.
[5] Ministram.
[6] Paciência, resignação com que se suportam contrariedades, malogros, dificuldades etc.
[7] Aqueles que revelam fraqueza moral; covardes, medrosos.
[8] Tradições, práticas, costumes. 

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quarta-feira, 4 de junho de 2014

14/06/2013 - O.T. - GR: FORMAÇÃO DOS PROFESSORES COORDENADORES DE APOIO AO GESTOR

GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
SECRETARIA DE ESTADO DA EDUCAÇÃO
COORDENADORIA DE ENSINO DO INTERIOR
DIRETORIA DE ENSINO – REGIÃO DE JABOTICABAL
Praça Dr. Joaquim Batista, 204 – Centro – Fone (0xx16)3209-2340 – Fax (0xx16)3209-2390
                                                     Jaboticabal – SP – CEP. 14870-090 – E-mail:  de20506o@see.sp.gov.br



Pauta

Orientação Técnica: GR: Formação dos Professores Coordenadores de Apoio ao Gestor
Data: 14/06/2013
Horário: das 8h30 às 17h30
Objetivos:
Ø  Propiciar um momento para apresentação e interação dos Professores Coordenadores de Apoio ao Gestor;
Ø  Refletir sobre as funções e atribuições do Professor Coordenador de Apoio ao Gestor de acordo com a Resolução SE- 03/2013;
Ø  Diferenciar através do estudo das atribuições do Diretor de Escola (Res. SE70/2010) e do Professor Coordenador ( Res. SE 88/07) as funções dos gestores;
Ø  Levantar as necessidades de formação do Professor Coordenador de Apoio ao Gestor;
Ø  Refletir sobre a multiplicidade dos olhares possíveis do educador;
Ø  Utilizar a tecnologia como possibilidade de interação e troca de experiências entre os profissionais do grupo.
Conteúdo:
Ø  Função do  Professor Coordenador de Apoio ao Gestor;
Ø  Aprendizagem do olhar;
Ø  Uso da Tecnologia
Atividades:
1.      Dinâmica  “Livro”;
2.      Levantamento dos conhecimentos “ O que eu sei sobre a função do Professor Coordenador de Apoio ao Gestor”
3.      Estudo da Resolução SE 03/2013;
4.      Leitura da Resolução – SE (70/2010) e (88/07);
5.  Oficina de dimensionamento das ações de acordo com as funções de cada gestor especificadamente;
6.  Elencar e priorizar as necessidades de formação do ponto de vista do Professor Coordenador de Apoio ao Gestor;
7.      Vídeo – Zoom
Livro – Metodologia e Prática de Ensino - FREIRE, Madalena. Observação, registro, reflexão: instrumentos metodológicos I. São Paulo: Espaço Pedagógico, Série  Seminários, 1996.
9.      Criação  do grupo de Professor Coordenador de Apoio ao Gestor no facebook;
10.   Avaliação
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Desde o começo, lá nos anos 90 do século passado, a Pixar nos dá um belo motivo para chegar os cinemas uns minutos mais cedo. Um curta-metragem é exibido antes de seus longas. E com “Valente” (2012) não seria diferente, sendo precedido por “La Luna”.

Mais singelo impossível: temos um barco com três pessoas. Um senhor de idade, um adulto e uma criança. O começo já dá o tom da história, ainda que algumas belas surpresas estejam guardadas. Tanto o idoso quanto o adulto usam bonés e a criança está recebendo o seu primeiro. É sinal de sua iniciação nos negócios dos adultos, mas também é o primeiro motivo de discórdia, já que um acha que o boné tem que ser usado baixo, enquanto o outro, alto.

E assim vai seguindo a bela narrativa, com o menino ora imitando os trejeitos daquele que se presume ser o pai, ora o do pretenso avô. Mas quando um problema surge, e nem os métodos dos dois mais experientes conseguem resolvê-lo, e é a inocência e criatividade da criança que irá abrir caminho (ao mesmo tempo em que descobre que o bacana mesmo é usar o boné virado para trás). A metáfora é muito forte e faz um belo paralelo com o próprio “Valente”, já que o longa também é focado em questões de hereditariedade, tradição e quebra de expectativa na linhagem. Mas, ao mesmo tempo, fica claro que, não importa como o trabalho é feito, ele precisa ser feito. E que é essa tradição, muito acima da forma, que funciona como laço entre os três. Como se vê no final, o mundo precisa deles.

Por isso fica muito clara a mensagem de “La Luna” e, logo, a de “Valente”: é preciso reverenciar a história, mas é preciso que os jovens encontrem seu próprio caminho.

Confira!! (Fonte: alemdooscar)

1.      Dinâmica  “Livro”;



7.      Vídeo – Zoom


Minhas anotações:



Fotos do Encontro

Resolução SE Nº 03/2013

Publicado em 19/01/2013

Legislação Estadual
Resolução SE Nº 03/2013
Dispõe sobre mecanismos de apoio à gestão pedagógica da escola para implementação de ações estabelecidas pelo Programa Educação - Compromisso de São Paulo

O Secretário da Educação, considerando:
- o compromisso desta Pasta de reduzir a desigualdade de desempenho educacional existente em unidades escolares que apresentam condições operacionais adversas;
- a relevância da adoção de mecanismos de apoio à gestão pedagógica da escola, para atender a esse compromisso;
- a necessidade de se desenvolver ensino que propicie significativa aprendizagem para os alunos;
- a importância que a implementação de uma metodologia de trabalho, adequada às ações didático-pedagógicas, representa para as escolas no enfrentamento de suas vulnerabilidades operacionais,

Resolve:

Artigo 1º - Ficam disponibilizados às escolas da rede pública estadual, com aulas/classes de ensino regular, mecanismos de apoio à gestão pedagógica, necessários a uma organização escolar centrada no desenvolvimento de ensino que propicie efetiva aprendizagem do aluno, nos termos da presente resolução.

Parágrafo único – A implementação de mecanismos de apoio à gestão pedagógica da escola, de que trata a presente resolução, dar-se-á, em 2013, em todas as escolas consideradas prioritárias e nas Escolas de Tempo Integral – ETIs.

Artigo 2º - Os mecanismos de apoio à gestão pedagógica da escola deverão apresentar uma abordagem metodológica que busque reverter a desigualdade de ensino e de aprendizagem diagnosticada, pautando-se na necessidade de procedimentos didático-pedagógicos diferenciados, imprescindíveis à implementação de ações a serem desenvolvidas por profissionais em funções de coordenação pedagógica.

Artigo 3º - A gestão pedagógica nas unidades escolares desenvolver-se-á por ações e esforços protagonizados pelos integrantes dos postos de trabalho de Professor Coordenador que compõem o núcleo gestor da escola, organizada, na seguinte conformidade:

I – 1 (um) Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica no ensino fundamental e médio;

II – 1 (um) Professor Coordenador para os anos iniciais do ensino fundamental;

III - 1 (um) Professor Coordenador para os anos finais do ensino fundamental; e

IV – 1 (um) Professor Coordenador para o ensino médio.

Artigo 4º – A função de Professor Coordenador deverá ser exercida organicamente articulada, implicando a aceitação, pela unidade escolar, da atuação concomitante dos profissionais que integram seu núcleo gestor, organizada na seguinte conformidade:

I - escolas que mantêm, com exclusividade, os anos iniciais do ensino fundamental poderão contar com 1 (um) Professor Coordenador;

II - escolas que mantêm, com exclusividade, os anos finais do ensino fundamental poderão contar com 1 (um) Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica e com 1(um) Professor Coordenador dos anos finais do ensino fundamental;

III - escolas que mantêm, com exclusividade, as séries do ensino médio poderão contar com 1 (um) Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica e com 1 (um) Professor Coordenador das séries do ensino médio;

IV - escolas que mantêm, com exclusividade, os anos iniciais e finais do ensino fundamental poderão contar com 1 (um) Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica; com 1 (um) Professor Coordenador nos anos iniciais do ensino fundamental e com 1 (um) Professor Coordenador dos anos finais;

V - escolas que mantêm os anos iniciais e finais do ensino fundamental e o ensino médio poderão contar com 1 (um) Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica da escola; 1 (um) Professor Coordenador para os anos iniciais do ensino fundamental; 1 (um) Professor Coordenador para os anos finais do ensino fundamental e 1 (um) Professor Coordenador para as séries do ensino médio.

Artigo 5º - Constituem-se atributos necessários ao docente no exercício de Professor Coordenador:

I - apresentar competência como gestor pedagógico, sendo capaz de planejar, acompanhar e avaliar os processos de ensinar e aprender, bem como o desempenho de gestores, professores e alunos;

II - ter dinamismo, espírito de liderança e saber se relacionar com os demais profissionais da escola, de forma cordial e organizada;

III - saber trabalhar em equipe como parceiro;

IV - conhecer as concepções que subsidiam práticas de gestão e curriculares, tais como de gestão democrática e participativa, bem como concepções pertinentes às áreas e disciplinas que compõem o currículo dos níveis e modalidades de ensino;

V – promover a integração horizontal e vertical do currículo no ensino fundamental e médio;

VI – estimular abordagens multidisciplinares, por meio de metodologia de projeto e ou de temáticas transversais significativas para os alunos;

VII - ter atitudes proativas no sentido de melhorar sua própria formação profissional, bem como a dos demais gestores e professores;

VIII – analisar índices e indicadores externos de avaliação de sistema e desempenho da escola, para tomada de decisões em relação à proposta pedagógica e projetos desenvolvidos no âmbito da escola;

IX – analisar indicadores internos de frequência e avaliação da aprendizagem dos alunos, tanto da avaliação da aprendizagem em processo quanto das avaliações realizadas pelos respectivos docentes, de forma a promover ajustes contínuos das ações de apoio necessárias à aprendizagem.

Artigo 6º - São atribuições específicas do Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica, além das atribuições inerentes ao respectivo posto de trabalho:

I - coordenar a elaboração, o desenvolvimento, o acompanhamento e a avaliação da proposta pedagógica, juntamente com professores e demais gestores da unidade escolar, em consonância com os princípios de uma gestão democrática participativa e das disposições curriculares, bem como dos objetivos e metas a serem atingidos;

II - promover a integração horizontal e vertical do currículo, assegurando conteúdos e formas de operacionalização articuladas para os dois segmentos do ensino fundamental e para o ensino médio;

III - atuar colaborativamente com o Professor Coordenador do segmento correspondente aos anos iniciais e/ou finais do ensino fundamental e/ou do ensino médio, orientando, acompanhando e intervindo, se necessário, nas atividades desenvolvidas pela coordenação;

IV - tornar as ações de coordenação pedagógica um espaço dialógico e colaborativo de práticas gestoras e docentes, que assegurem:

a) a participação proativa de todos os professores, nas horas de trabalho pedagógico coletivo, promovendo situações de orientação sobre práticas docentes, de acompanhamento e avaliação das propostas de trabalho programadas;

b) a vivência de situações de ensino, de aprendizagem e de avaliação ajustadas aos conteúdos e às necessidades e possibilidades metodológicas utilizadas pelos professores;

c) a otimização do uso de materiais didáticos, previamente selecionados e organizados, adequados às diferentes situações de ensino e de aprendizagem dos alunos;

d) a divulgação e o intercâmbio de práticas docentes bem sucedidas e que façam uso de recursos tecnológicos e pedagógicos disponibilizados nas escolas;

e) a participação, juntamente com os demais Professores Coordenadores e com os professores, na elaboração de atividades de recuperação, capazes de promover progressivos avanços de aprendizagem.

Artigo 7º - Para o exercício da função de Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica da escola, de que trata o inciso I do artigo 3º desta resolução, o docente deverá:

I - ser portador de licenciatura plena em Pedagogia e participar do processo seletivo/classificatório a ser organizado, executado e avaliado por comissão a ser designada pelo Dirigente Regional de Ensino;

II - contar, no mínimo, com 3 (três) anos de experiência no magistério da Secretaria de Estado da Educação;

III - ser docente efetivo de unidade escolar pertencente à Diretoria de Ensino em que ocorrerá a designação, inclusive podendo se encontrar na condição de adido ou de readaptado, sendo que a designação, no caso de readaptado, somente poderá ocorrer após pronunciamento favorável da Comissão de Assuntos de Assistência à Saúde da Secretaria de Gestão Pública – CAAS; ou

IV - ser docente ocupante de função-atividade abrangido pelo § 2º, do artigo 2º, da Lei Complementar Nº 1.010/2007, com sede de controle de frequência em unidade escolar da Diretoria de Ensino em que se dará a designação, mesmo que se encontre sem aulas atribuídas, cumprindo apenas horas de permanência, desde que tenha sido aprovado no Processo Seletivo Simplificado que integra o processo anual de atribuição de classes e aulas.

Artigo 8º – Constituem-se componentes do processo de designação do Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica da escola:

I – formação de comissão mista constituída por representantes da unidade escolar e da Diretoria de Ensino, que se responsabilizará pelo processo seletivo;

II – fixação, pela referida comissão, dos critérios que presidirão o processo seletivo, que deverá prever, dentre outros itens:

a) análise do currículo acadêmico e da experiência profissional do candidato;

b) compatibilização entre o perfil do candidato, sua qualificação profissional e a natureza das atribuições relativas ao posto de trabalho a ser ocupado;

c) realização de entrevista individual;

d) disponibilidade de tempo do candidato para cumprimento do horário de coordenação e para investir na própria qualificação e atender às atividades de formação continuada propostas pela Diretoria de Ensino e pelos órgãos centrais;

e) seleção e indicação, pela comissão, do candidato que melhor atender aos requisitos estabelecidos;

f) elaboração do cronograma das atividades/procedimentos que compõem o processo de seleção e designação do Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica da escola.


Artigo 9º - A carga horária para exercício das atribuições do Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica será de 40 (quarenta) horas semanais, distribuídas por todos os dias da semana e com horário de atendimento em todos os turnos de funcionamento da escola.

Artigo 10 - Os Professores Coordenadores farão jus ao pagamento da Gratificação de Função, instituída pela Lei Complementar Nº 1.018/2007, observada a proporcionalidade correspondente à carga horária das respectivas designações.

Artigo 11 – As designações para posto de trabalho de Professor Coordenador, na conformidade do disposto nesta resolução, bem como suas cessações, dar-se-ão por ato do Dirigente Regional de Ensino.

§ 1º - A designação para o posto de trabalho de Professor Coordenador de apoio à gestão pedagógica será efetuada após a seleção e indicação do candidato pela comissão prevista no inciso I do artigo 9º da presente resolução.

§ 2º - A designação para o posto de trabalho de Professor Coordenador, nos termos desta resolução, terá a duração de, no máximo, 1 (um) ano letivo, podendo, a cada final de ano, ser prorrogada, mediante recondução do docente designado.

§ 3º - A recondução do docente, de que trata o parágrafo anterior, dar-se-á após avaliação, pelo núcleo gestor da escola, do desempenho do docente, que ocorrerá no mês de dezembro de cada ano, devendo ser, referendada pelo Conselho de Escola e instruída com parecer favorável do Supervisor de Ensino da unidade escolar, para homologação do Dirigente Regional de Ensino.

Artigo 12 - Os Professores Coordenadores usufruirão férias regulamentares juntamente com seus pares, observados os requisitos legais para fruição do benefício.

Artigo 13 – Tratando-se do ato de designação e de exercício de Professor Coordenador dos anos iniciais e finais do ensino fundamental e do ensino médio, de que tratam os incisos II, III e IV do artigo 3º desta resolução, permanecem inalterados os atos normativos vigentes.

Artigo 14 - Esta resolução entra em vigor na data de sua publicação, ficando revogadas as disposições em contrário.
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segunda-feira, 8 de julho de 2013

CONSULTORIA DESENHA ESCOLAS PARA ESTIMULAR CÉREBRO

Qual a diferença entre um corredor reto e comprido e um cheio de curvas e desvios? Além da estética, se for em uma escola, o caminho sinuoso vai proporcionar que os alunos aprendam mesmo quando estão se deslocando de uma aula para a outra e, por isso, é o preferido da professora e arquiteta Amy Yurko, fundadora da BrainSpaces, consultoria norte-americana especializada em projetos para escolas que estimulam a criatividade e o aprendizado de seus estudantes.
A empresa com sede em Chicago já desenvolveu centenas de projetos inovadores desde 2004 para instituições e redes de ensino nos Estados Unidos. Esses ambientes educacionais para o ensino fundamental, médio e superior não são apenas modernos na aparência, mas se baseiam em pesquisas sobre como o cérebro funciona e como as pessoas aprendem.
crédito venimo / Fotolia.com
“Pesquisadores sabem que aprendemos melhor quando as sinapses neurais são estimuladas e esses cientistas estão constantemente descobrindo quais atividades estimulam a atividade cerebral mais efetivamente. Nós traduzimos isso para a arquitetura das escolas. No caso do corredor, por exemplo, sabe-se que as atividades cerebrais são aceleradas quando as pessoas andam em ziguezague, muito mais do que quando andam em linha reta”, sintetiza Amy, que trabalha há 20 anos criando espaços educacionais.
O trabalho de Amy e sua equipe trouxe resultados a uma rede inteira de escolas. Nela, diz a consultora, apenas 50% dos alunos terminavam o ensino médio e, naquele ano, professores realizaram a maior greve da história do estado. Amy colaborou com todo o planejamento da transformação da rede escolar, que passou por mudanças no currículo, nas práticas de ensino e nos contratos de professores até as novas facilidades dos colégios.
Levando em conta pesquisas baseadas no funcionamento do cérebro, a principal pergunta feita pelo time da BrainSpaces aos gestores na época era: “Como seria se a escola realmente importasse?” O novo design que surgiu desse trabalho incluía ambientes sem paredes e espaços colaborativos, onde os professores puderam incentivar habilidades como autonomia e iniciativa, por exemplo. A nova estratégia aumentou a taxa de alunos formados para 87%.
Veja o vídeo, em inglês, de um dos projetos
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=lvIuMLhIFc0#t=148s
Atuação
Os projetos da BrainSpaces nunca são iguais, tanto nas soluções como no processo. Embora o ponto de partida seja o conhecimento acumulado pela equipe sobre atividades cerebrais, o trabalho é desenvolvido de acordo com as necessidades, expectativas e orçamento de cada rede de ensino ou escola atendida pela consultoria. Antes do desenho e execução das obras, a equipe, que normalmente tem de dois a três profissionais, conversa com professores, alunos, gestores, pais e membros da comunidade. Essa primeira fase é chamada de iniciação, que é seguida pela descoberta, quando também são levantados dados sobre matrículas, taxas de evasão e graduação, grau de satisfação dos pais, engajamento dos alunos, currículo e atividades extraclasse. Só depois da análise dessas informações é que a fase do design em si começa.
Na maioria dos casos, a BrainSpaces não é responsável pela execução da reforma ou da construção da escola, mas presta subsídios e consultoria a arquitetos para que eles agreguem elementos inovadores em seus projetos. Mesmo nesses casos, a empresa faz questão de acompanhar as próximas duas etapas que completam o ciclo, de implantação e avaliação.
“Para cada projeto, essas etapas podem ter ênfase e duração diferentes. O modelo de trabalho permanece o mesmo, mas há uma flexibilidade no processo para acomodar condições e características específicas de cada cliente. Além disso, sempre aplicamos lições aprendidas no passado em cada novo trabalho”, diz Amy.
Quando o prédio está pronto, a BrainSpaces ajuda as pessoas que vão ocupá-lo a usarem da melhor maneira possível. Algumas vezes, os professores recebem um treinamento. No período de avaliação, todos os dados que influenciaram o projeto – como a taxa de abandono escolar, por exemplo – são revisitados, para verificar se as mudanças esperadas ocorreram. Isso pode durar alguns anos, até que se tenha certeza sobre quais estratégias trouxeram melhores resultados e se consiga identificar o impacto do design no processo.
“O ensino é um empreendimento multifacetado, influenciado por vários componentes, que às vezes são conflitantes. Nós acreditamos que a arquitetura de ambientes educacionais pode proporcionar aos professores um ambiente propício para eles se conectarem de verdade às crianças, mas o espaço não faz isso sozinho”, diz Amy, que usa como exemplo de sucesso da integração de várias práticas em prol de um melhor aprendizado um projeto realizado em Seattle.
Pequenas mudanças
Apesar da complexibilidade do processo de desenvolvimento de projetos da BrainSpaces, alguns ensinamentos básicos sobre o impacto da arquitetura em como as pessoas aprendem podem ser replicados facilmente. Por exemplo, ambientes coloridos são mais estimulantes do que os de cores neutras, segundo Amy. A iluminação natural é outra recomendação para facilitar o aprendizado, mas mesmo quando não existem janelas, uma luz indireta, em vez de fluorescente, também deixa o ambiente mais agradável para estudar. A arquiteta e professora diz que já viu várias dessas pequenas mudanças serem implantadas pelos próprios professores, que reinventam o ambiente escolar com o que tinham, seja reformando móveis e mudando a sua disposição seja decorando paredes.
“Para a sorte de muitas escolas, alguns professores são bastante criativos em achar maneiras de usar espaços inadequados e mesmo assim criar boas oportunidades educacionais para seus estudantes. Mas imagina se eles não precisassem usar suas energias para compensar más condições de trabalho? Nós acreditamos que os professores devem receber suporte para fazer o que fazem melhor: ensinar”, defende Amy.
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EDUCAÇÃO ANUNCIA MAIOR CONCURSO DA HISTÓRIA PARA PROFESSORES: 59 MIL NOVAS VAGAS

Na ocasião, também foram anunciadas outras medidas que fortalecem a educação paulista
O governador Geraldo Alckmin e o secretário da Educação Herman Voorwald anunciaram, hoje (5), um pacote de medidas que beneficiará a Educação do Estado de São Paulo. Entre os anúncios, está a abertura de concursos para mais de 59 mil professores, maior contratação da história da Secretaria de Educação.
O edital do concurso, para os professores interessados em atuar nas escolas a partir de 2014, deve ser publicado ainda neste semestre. O último concurso, realizado em março de 2010, teve 260 mil inscritos.
A contratação reforça a política da Educação pela ampliação do quadro de docentes efetivos e pela redução de temporários. Desde janeiro de 2011, já foram nomeados mais de 34 mil docentes, totalizando 93 mil novos professores durante a atual gestão. Nos últimos dez anos foram nomeados 157 mil educadores. Atualmente, a rede estadual possui 231 mil professores entre efetivos e temporários.  
Os candidatos aprovados passarão por formação específica na Escola de Formação e Aperfeiçoamento do Estado de São Paulo “Paulo Renato Costa Souza” (EFAP). O curso tem 360 horas, divididas em 18 módulos semanais de 20 horas. Nas aulas, os docentes conhecerão o currículo adotado pelo estado, metodologias de trabalho e aspectos da realidade das escolas estaduais.
A formação, que antes acontecia em um período diferente das aulas, passará a ocorrer simultaneamente , como parte integrante do estágio probatório. A alteração ocorreu para que o ingresso dos professores na sala de aula aconteça de forma mais ágil.
Outros anúncios
O governador também anunciou uma medida inédita para os 181,5 mil professores efetivos e estáveis da rede estadual. A partir de agora, eles poderão acumular o cargo de efetivo com a contratação temporária. O que permitirá, por exemplo, que ele substitua um outro professor em horário distinto de sua jornada, além de aumentar a carga horária de acumulação para 65 horas semanais. As medidas reforçam a política da Secretaria pela ampliação do quadro de docentes efetivos na rede estadual.
aumento salarial de 8,1 %, já a partir do dia 1º de agosto, para mais de 415 mil funcionários do magistério, apoio escolar e aposentados também foi anunciado no evento.
"Atrelado ao reforço da política salarial –com o aumento de 8,1% para todos os servidores–, nossos professores poderão agora atribuir mais aulas, o que também possibilitará ganho salarial. Oportunidade inédita para eles e uma novidade importante para os estudantes, que poderão contar com um docente substituto da mesma escola", afirma o secretário da Educação Herman Voorwald.
No pacote de valorização da rede, também foram contemplados outros servidores que compõem o quadro da Educação. A Secretaria anunciou a nomeação de 973 agentes de organização escolar, a criação de mais de 800 cargos de analista de tecnologia e administrativo e a autorização de 127 cargos de oficial administrativo e 87 de executivo público.
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